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27 de dezembro de 2013

Brancaia, Il Bianco 2012

O Brancaia Il Bianco é um vinho produzido com o corte das uvas Sauvignon Blanc, Gewurztraminer e Viognier.

É um vinho de cor amarelo palha com reflexos esverdeados, no nariz mostrou um bouquet fantástico com flores, frutas e leve mineral. Na boca é fresco, com acidez gostosa e controlada, é frutado com notas de maracujá, banana e leve tostado.

A uva Gewurztraminer dá ao conjunto toques maravilhosos de colocam esse vinho num patamar diferente ao que estava acostumado a tomar. É um branco classudo, que faz sucesso tanto entre homens e mulheres.

Esse vinho ainda tem denominação de origem controlada da Toscana. Recomendo esse vinho, pois o conjunto da obra, principalmente aroma e sabor é interessantíssimo. O custo-benefício não é dos piores.

Esse foi tomado numa feira de vinhos com o amigo Guilherme que também aprovou esse grande vinho.

27 de novembro de 2013

Marc Bredif, Vouvray 2011

Marc Bredif é um dos mais nomes mais famosos do Vale do Loire. Esse vinho é produzido com 100% de uvas Chenin Blanc tendo ele a apelação de origem controlada Vouvray.

É um vinho amarelo palha brilhante com reflexo esverdeados. No nariz apresenta um fino bouquet de flores e frutas amarelas como o pêssego e notas cítricas de maçã verde. Na boca é agradavelmente seco e possui uma acidez gostosa e viva com sabor de pêssego maduro.

É um vinho agradável, muito bem feito e que combina com frutos do mar e também com comida japonesa. Esse foi tomado sozinho e desceu bem. O preço é um pouco salgado, mas é um grande vinho e vale o investimento se comparado com o que apresenta outros na mesma faixa de preço.

26 de novembro de 2013

Bueno Wines, Bellavista Estate Sauvignon Blanc 2012

 Esse vinho é produzido pela Bueno Wine do apresentador Galvão Bueno junto com a Vinícola Miolo na Região da Campanha no Rio Grande do Sul. É um vinho produzido com uvas Sauvignon Blanc.

É um vinho de cor amarelo palha com reflexos esverdeados. No nariz não chega a ser explosivo nas frutas, mostrando um discreto maracujá e maçã verde com um toque final mineral. No final da taça o vinho ficou mais floral e muito elegante. Na boca é levemente ácido e elegante, lembrando maracujá e maçã verde no final mostrou um pouco de amargor que não chegou a comprometer o vinho.

É um vinho legal pra quem quer tomar sem compromisso, com petiscos ou até um peixe grelhado, pois sua acidez ajuda. Não achei uma proposta de valor agradável ao bolso, mas vale a degustação.

17 de outubro de 2013

La Joya, Reserva Sauvignon Blanc 2012

Um vinho de cor amarelo com reflexos esverdeados, no nariz mostrou frescor com maracujá e notas minerais. Na boca mais quente, reflexo de 13,5% de álcool e de uma acidez controlada e agradável, frutas cítricas no início e um final com especiarias tudo isso mineralizado.

Sua persistência na boca é longa e agradável. Tem cara de verão com uma pegada de inverno.

Esse foi degustado com comida japonesa, mas combinaria muito com um salmão grelhado ao molho de maracujá... Fiquei com essa vontade enquanto estamos tomando esse vinho.

É um vinho produzido pela Vinícola Bisquertt no vale do Colchagua chileno com uvas 100% Sauvignon Blanc. É justo no preço e no que traz na garrafa.

15 de outubro de 2013

Viu Manent, Reserva Sauvignon Blanc 2012

É um vinho produzido pela vinícola Viu Manent na região do Vale do Colchagua no Chile. É produzido com 100% de uvas Sauvignon Blanc.

Com cor amarelo palha e reflexos esverdeados é translúcido e límpido... chega a ser quase transparente na taça. No nariz trás aromas de frutas cítricas como a lima, um pouco de melão e notas de pimentão. Na boca tem uma acidez gostosa e sabor frutado cítrico com um final mineral.

É um vinho muito agradável e de ótimo custo benefício. Combina com peixes e frutos do mar, mas também vale a experiência de tomá-lo sozinho como fiz com esse.


Les Saintes, Muscat de Rivesaltes 2003

Esse é um vinho de contemplação, daqueles que você tem que tomar sozinho depois de um almoço dos deuses ou junto de uma sobremesa. Contemplação foi o estado que fiquei após degustar esse vinho.

É um vinho produzido com a uva Moscato por Jean-Luc Colombo na região francesa do Languedoc. Estagia por 12 meses em barrica de carvalho e é comercializado em garrafas de 500ml.

É um vinho de cor amarelo dourado brilhante, espesso, untuoso, pastoso na consistência. Aroma de casca de tangerina, de damasco e toques de mel e especiarias. Na boca é doce, untuoso, com fruta cítrica e pouquíssima acidez, toques terrosos e permanece na boca por muito tempo.

Tem a apelação de origem controlada Muscat de Rivesaltes (Vin Doux Naturel). É ideal para o consumo com queijos azuis como o Roquefort e o Gorgonzola, por incrível que pareça foi a primeira vez que consegui comer um queijo gorgonzola sozinho e fiquei impressionado com a combinação.

9 de outubro de 2013

Quara, Reserva Torrontes Cosecha Tardia 2010

Vinho muito fresco e agradável produzido pela Finca Quara, no Vale do Cafayate em Mendoza na Argentina. É um vinho produzido com a uva Torrontes no processo de colheita tardia, onde a uva fica no pé muito mais tempo do que o necessário, concentrando muito açúcar, ideal para vinhos mais doces.

A cor é um amarelo palha brilhante com reflexos esverdeados. Contra a luz percebe-se que ele umedece toda a taça criando lágrimas transparentes. No nariz é de um cítrico intenso com toques suaves de flores do campo. Na boca é fresco e tem um doçura natural elegante e prolongada.

O rótulo, como de praxe, mostra o quará (um primo andino do camelo), marca registrada da finca, que tem provado disponibilizar vinhos bem feitinhos e baratos. Foi degustado junto com pão de cenoura e ervas com caponata de beringela e sardela e combinou muito bem pelo seu frescor e jovialidade.

Esse vinho é comercializado em garrafinhas de 500ml.

8 de outubro de 2013

Rincón del Sol, Chardonnay e Torrontes 2010

Este vinho é produzido pela Bodega Santa Ana, na região de Lujan de Cuyo, em Mendoza, na Argentina. É um vinho simples, de preço honesto. 

Fabricado com as uvas Chardonnay e Torrontes tem cor amarelo palha com reflexos esverdeados, no nariz fez lembrar fruta cítrica e um buquê de flores do campo recém colhidas. Na boca é bastante fresco e de boa acidez, fez a boca salivar, mas deixou uma pontinha de álcool a mais no final.

Essa garrafa foi degustada com um filé de salmão ao molho de alcaparras e risoto de arroz branco preparado pela Heloísa e combinou bem certinho, ótima dica de acompanhamento.

É um vinho que desce fácil, saboroso e combina muito com o verão. É aquele tipo de vinho pra se manter geladinho esperando uma ocasião pra ser aberto.

5 de outubro de 2013

Casillero del Diablo, Sauvignon Blanc 2012

Não dá pra não agradece a existência da linha Casillero del Diablo, são vinhos honestos com um preço justo.  Salvam a pátria sem arrebentarem o teu bolso.

O vinho do almoço desse sábado é um Sauvignon Blanc, aromático e muito bom! Recomendo!

É um vinho de cor amarelo palhas com reflexos esverdeados, bastante untuoso. No nariz apresentou uma mineralidade bastante pronunciada, toques de frutas maduras como o pêssego e uma discreta grama verde molhada.

Na boca é fresco, rápido e saboroso, sua acidez combinou com o prato, frutas como o pêssego e minerais são facilmente identificados.

Hoje tomamos junto com o almoço especialmente preparado pela Helo, risoto de camarão e não tem como não dizer... Ficou bom demais, demos um susto na garrafa!!

13 de setembro de 2013

Yellow Tail, Chardonnay 2010

Esse australiano foi comprado na vontade de quem queria tomar o primeiro vinho australiano. Escolhi um Chardonnay pois tenho poucos vinhos brancos na adega.

É um vinho de cor amarelo quase dourado, com reflexos amarelo mais claros, é denso e translúcido. Com aromas de frutas cítricas (abacaxi) e um pouquinho de pêssego. Na boca é bastante ácido dando a sensação de que boca com bastante saliva. Lembrou muito o gosto do abacaxi e do pêssego, no final dava aquela sensação de pequenas pontadinhas na língua.

Como estava disposto a experimentar, comecei tomando junto com salmão grelhado com abobrinhas à provençal e combinou bem, reservei um pouco para sobremesa que teve figo em fruta e uma barrinha de chocolate meio amargo. Com o figo ele combinou, com a barrinha ficou a desejar, mas também era esperado.

É um vinho bastante simples, mas bem feito, valeu cada moedinha do investimento. Encontrei esse no Oba em Campinas por pouco menos de 30 reais.

1 de setembro de 2013

La Cave de Turckheim, Gewurztraminer, 2009

Esse vinho é produzido com a uva Gewurztraminer na região da Alsácia, tem um jeitão de vinho alemão, mas é francês.

É um vinho de cor amarelo palha com reflexos esverdeados, no nariz revela uma enormidade de frutas exóticas como a lichia e o gengibre, além das maçã e abacaxi. Na boca é fácil identificar as frutas tropicais (abacaxi e limão) com toques discretos de menta. Tem um ótimo balanço entre açúcar e acidez, sendo uma ótima combinação para pratos leves a base de folhas e legumes.

O diferente nesse vinho é que sempre que tomo um dessa variedade sinto muito o aroma de banana, mas nesse surgiu o abacaxi. Esse acompanhou comida japonesa e combinou muito bem.

30 de agosto de 2013

Veuve Clicquot, Yellow Label Brut


Esse champanhe francês é dominado pela uva Pinot Noir (50 a 55%), que dá estrutura e força, combinadas com o frescor e a finesse das uvas Chardonnay (15 a 20%) e Pinot Meunier (28 a 33%). É, sem dúvida, um dos champanhes mais famosos do mundo.

Produzido pela Maison Veuvet Clicquot Ponsardin na região de Reims (França), foi fundada em 1772 por Philippe Clicquot-Muiron, sua mulher Nicole-Barbe, que tornou-se viúva precocemente desempenhou um importante papel no estabelecimento do champanhe como bebida escolhida pela nobreza e pela rica burguesia europeia. Seu rosto austero estampa o cap da rolha, e seu rótulo amarelo alaranjado é facilmente reconhecido.

O champanhe é de cor amarelo dourando com bolhas finíssimas e persistentes, essa bolhas foram surgindo durante todo o tempo em que o líquido permaneceu na taça, como se a cada gole o champanhe estivesse acabado de ser aberto.

É um champagne criado a partir de um vinho poderoso e complexo de terroirs Premier Crus e Grand Crus, ele oferece uma rara persistência aromática, lembrando frutas cítricas como maçã e pera. Na boca abre um espetáculo de sabores: maçã, pera, baunilha. Elegante sem deixar de ser potente, é cremoso na boca.

Na indecisão sobre o que acompanhar e no medo de escolher algo que pudesse apagar o brilho desse champanhe, decidimos tomá-lo sozinho. Não me arrependo, pois é um champanhe que vale a cada gota.

Infelizmente não é um investimento barato, requer um certo desapego, mas que gosta desse tipo de vinho vai adorar. Esse foi comprado na França por um amigo, chegou por menos da metade do preço praticado nas lojas.

29 de agosto de 2013

Torres, Viña Esmeralda 2008

Este vinho é um corte das uvas Moscato (85%) e da uva Gewurztraminer (15%) produzido pela Bodegas Torres da Espanha. É um vinho DO (denominação de origem) da Catalunya.

É um vinho de cor amarelo palha com reflexos esverdeados, no nariz é fresco, traz rosas e frutas cristalizadas em alta intensidade, segundo o produtor, é o aroma do Mediterrâneo. Na boca é leve e suave, com açúcar residual da uva Moscato, maçã e mel foram facilmente identificadas, o que o torna o muitíssimo agradável e equilibrado, com acidez moderada.

É um vinho de verão, leve e rápido.

Esse foi degustado inicialmente sozinho e desceu rápido e fácil, mas sumiu quando harmonizou uma salada de vieiras com espuma de laranja do chef Elber, faltou acidez pra domar a salada.

Definitivamente não é um vinho para tímidos apesar de ter seus encantos! O custo benefício é bastante atraente quando se fala em vinhos espanhóis, esse saiu por volta de 40 reais.

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20 de agosto de 2013

Borges, Vinho Verde Gatão

Esse vinho aberto quando a Heloísa fez uma salada de folhas verdes com um filé de salmão ao molho de alcaparras.

Muito fresco, esse vinho deixou bolhas em toda parede da taça. Sua cor é amarelo palha com reflexos esverdeados. O aroma de fruta cítrica maçã verde e um toque de limão foi discreto, na boca sua acidez fez com que a boca salivasse muito, abrindo caminho para o salmão e as alcaparras marcantes do prato.

Produzido com a combinação de uvas portuguesas Azal, Pedernã, Trajadura, Avesso e Loureiro tem esse nome devido a vila onde originalmente foram plantadas as primeiras safras desse vinho, sendo hoje denominado de DOC Vinho Verde. Hoje ele é produzido pela Vinícola Borges.

É um vinho de baixo custo, bom ser tomado acompanhado de peixes e frutos do mar. Vale a pedida e deve combinar muito bem no verão onde as temperaturas são mais elevadas e os pratos em teoria mais leves.

15 de agosto de 2013

Quinta do Côtto, Paço de Teixeiró Branco, 2009

Esse é mais um vinho fabricado pela competente vinícola portuguesa Quinta do Côtto. Produzido com o corte das uvas autóctones Avesso (60%) e Loureiro (40%), é um vinho todo certinho. Este vinho tem o selo de Vinho Regional do Minho (ou vinho verde).

De cor amarelo palha com reflexos esverdeados é bastante límpido, no nariz exibe muito abacaxi e notas minerais. Na boca é bastante ácido sem ser deselegante, proporciona a sensação de alívio na sede com o frescor de fruta jovem.

É um vinho com um bom custo-benefício, pode ser tomado sozinho ou em companhia de um canapé, de algum fruto do mar ou mesmo de um sushi.

A Quinta do Côtto foi uma das primeiras vinícolas a adotar o fechamento da garrafa com screwcap (aquele roscado muito comum em azeites), o que em Portugal, terra da rolha, é quase um pecado.

Confesso que não sou fã de vinhos verdes, mas esse da Quinta do Côtto me surpreendeu e fiquei com vontade de combiná-lo com outros pratos.  Esse foi acompanhado de um risoto de salmão com queijo mascarpone e ficou pra lá de bom.

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11 de agosto de 2013

Maison Perrin, Muscat Beaumes de Venise 2006

Esse é um vinho diferente, um vinho de contemplação, daqueles vinhos que você toma pouquinho, ou tenta tomar pouquinho, junto com uma sobremesa ou mesmo com um bom chocolate. É um vinho fortificado, com 15% de álcool, produzido por uma das minhas casas favoritas, a Maison Perrin & Fils.

Elaborado com uvas Moscato no Vale do Rhône na França, é extremamente elegante.

Ao seu preparo é adicionado uma porção de álcool vínico, interrompendo o processo de fermentação (que é a transformação do açúcar da uva em álcool pelas leveduras) e deixando o vinho com um alto resíduo de açúcar e obviamente mais alcoólico.

A denominação AOC Muscat Beaumes de Venise é uma denominação de origem controlada dos vinhos produzidos na região sul do Vale do Rhône francês, que determina a produção de vinhos doces fortificados do tipo vin doux naturel (ou vinho doce natural).

Esse vinho é de cor amarelo ouro, bastante brilhante e translúcido, é muito denso, deixando a trilha de lágrimas na taça. No nariz explode o aroma de doce de laranja em calda, depois de um tempo na taça lembram o aroma do panetone natalino recém saído do forno, aquele cheirinho de fruta cristalizada quente. Na boca lembra o mel só que menos adocicado e com toques de menta, leve na acidez mantendo a alta persistência do gosto na boca, isso tudo sem ser enjoativo.

Como não podia ser diferente, o que é bom, custa caro, a garrafa de 500ml é comercializada por cerca de 170 reais, mas vale a dica principalmente para aqueles que gostam de vinhos fortificados e são desapegados. Esse foi degustado com um bombom da tradicional marca Lindt.

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