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10 de dezembro de 2013

Casal da Coelheira, Rosé 2011

Esse vinho é produzido com o corte das uvas Syrah e Touriga Nacional pela vinícola Quinta do Casal da Coelheira na região do Tejo de Portugal.

É um vinho de cor cereja pálido quase um rosa. No nariz aromas bem definidos de framboesa e amora bem maduras. Na boca a confirmação bem forte dos aromas com frutas vermelhas como a framboesa e a amora, a acidez é surgiu com mais presença no final de boca.

Esse vinho, por anos seguidos, foi considerado como sendo o melhor rosé do mundo em algumas feiras e competições, a expectativa estava elevada e fiquei satisfeito com o conjunto.

É um vinho bom que recomendo, fresco, agradável e fácil de beber. Além do mais, o custo-benefício desse vinho é muito atraente.

7 de outubro de 2013

Herdade de São Miguel, Touriga Franca 2010

Esse vinho é produzido pela Companhia Agricola Alexandre Relvas com 100% de uvas Touriga Franca ou Francesa como também é conhecida. É um vinho Regional Alentejano.

É um vinho de cor púrpura escuro, quase negro que marcou muito a taça com suas finíssimas lágrimas. No nariz mostrou fruta negra como a amora e um leve tostado denunciando que estagiou em carvalho francês por 9 meses. Bem no começo liberou um pouco de álcool, mas se dissipou rapidamente. Na boca repete o aroma, fruta negra e tostado com um final mais picante.

É um vinho muito bem feito, mas senti que faltou algo para justificar os quase 80 reais a garrafa.

Esse foi degustado direto da Enomatic, mas aposto que combina muito com pratos que levam cordeiro e especiarias.

Uva Touriga Francesa - É uma uva originária de Portugal e uma das mais cultivadas daquele país. É uma uva negra que da muita cor aos vinhos que são elaborados, tem aroma de flores e frutas negras. Produz vinhos mais encorpados e frutados.

25 de setembro de 2013

Dom José, Porto Tawny 2004


Esse vinho é fabricado pela Real Companhia Velha de Portugal com um corte de várias uvas locais portuguesas como Touriga Nacional, Touriga Francesa, Tinta Roriz e Tinto Cão. Tem denominação de origem controlada do Dão. Este vinho é conhecido como Vinho do Porto a partir da segunda metade do século XVII por ser exportada para todo o mundo a partir desta cidade.

Vinhos do Porto do tipo Tawny envelhecem de dois a três anos nos balseiros, passando depois para as pipas de 550 litros. Estas permitem um mais elevado contacto do vinho com a madeira e daí com o ar. Assim os Tawny respiram mais, oxidando e envelhecendo rapidamente. Devido à elevada oxidação os Tawny perdem a cor inicial dos vinhos tintos, ganhando tons mais claros como o âmbar, e sabores a frutos secos como as nozes ou as amêndoas. Com a idade os Tawny ganham ainda mais complexidade aromática, enriquecendo os aromas de frutos secos e adquirindo aromas de madeira, tostado, café, chocolate, mel, etc.

Vinho de cor âmbar escuro, quase terracota, brilhante e não translúcido. Aroma de frutas silvestres (amoras e framboesas) e madeira. A madeira deu ao vinho um sabor acentuado de caramelo e tabaco. Na boca é saboroso, mas não muito complexo, com frutas vermelhas (morangos e cerejas), um pouco de álcool mais do que o desejado, apesar de ser esperado isso num vinho fortificado, mas valeu a pena mesmo assim.

É ideal para acompanhar sobremesas como chocolate e bolos de inverno com nozes e mel. Degustado com uma barra de chocolate da Lindt deu um charme ao ótimo chocolate.

22 de setembro de 2013

Herdade da Pimenta, Grande Escolha 2010

Vinho produzido pela Casa Agrícola Alexandre Relvas (CAAR) na sua vinícola Herdade de São Miguel na região do Alentejo em Portugal. É um vinho produzido com as uvas Syrah, Touriga Francesa e Touriga Nacional.

Vinho de cor vermelho rubi, brilhante com reflexos violáceos, deixou lágrimas na taça, mas não chegou a tingi-la. No nariz muita fruta negra madura em compota e eucalipto depois de algum tempo na taça muita baunilha, especiaria e tostados. Na boca é de início frutado com ameixas e amoras, no final fica mais tostado mostrando o tempo de envelhecimento em barricas de carvalho.

É um vinho com um poder considerável de guarda. Recomendo com carne vermelha ou queijos bem curados.

20 de setembro de 2013

Terras de Cartaxo, Ribatejo 2009


Esse portuga é habitué dos grandes supermercados, não seja preconceituoso, encare, são apenas 20 e poucos reais e como a maioria dos vinho portugueses, é bem honesto e entrega o que se propõe, não é um top, não é super complexo… É um vinho bem aromático, cheio de frutas, fácil de beber, muito macio.

Produzido pela Adega Cooperatica Cartaxo com o corte das uvas portuguesas Castelão (40%), Trincadeira (40%) e Tinta Barroca (20%).

Tem um aroma de frutas silvestres e groselha, depois de algum tempo no copo abriu um pouco de baunilha. Na taça deixou lágrimas discretas. Na boca é gostoso mas simples, fruta vermelha, um pouco de baunilha, mas no final apareceu um amargor que não chega a comprometer o vinho.

É um vinho de denominação de origem controlada (DOC) do Ribatejo, que permite o uso de uvas Tinta Roriz, Baga, Camarate, Castelão, Preto Martinho, Tinta Miúda, Touriga Francesa, Touriga Nacional e Trincadeira (ou Tinta Amarela).

Esse foi degustado junto com os sem iguais bolinhos de bacalhau do City Bar de Campinas.

10 de setembro de 2013

Sogrape, Grão Vasco Dão 2006

Este vinho é produzido pela empresa portuguesa Sogrape, é um vinho de denominação de origem controlada do Dão. Produzido com o corte das uvas Jaen, Touriga Nacional e Tinta Roriz.

Vinho de cor vermelho rubi brilhante, deixou lágrimas na taça. No nariz trouxe aromas de frutas vermelhas (amoras e morangos) e toques que lembraram um aceto balsâmico. Na boca é bem equilibrado e suave, com sabor predominante de frutas vermelhas maduras. É um vinho simples, mas muito bem feito. Vale uma degustação sem compromisso.

Não é, para o meu paladar um vinho que possa ser tomado sozinho, precisa de um acompanhamento. Esse foi degustado com um massa cozida no molho de tomate ao sugo e ficou muito bom.

Não é um vinho que represente em qualidade todo o potencial da região do Dão, mas é um vinho leve que acompanha bem pratos do dia a dia, pois seu custo benefício é muito bom.

25 de agosto de 2013

Quinta da Bacalhoa, Cabernet Sauvignon 2005

Esse Cabernet Sauvignon português da Terra do Sado tem denominação de origem controlada DOC Setubal, e de cara posso dizer que é um baita de um vinho.

Vermelho púrpura intenso, brilhante e com muitas lágrimas na taça. Aroma bastante complexo de frutas vermelhas (amoras e ameixas), especiárias e baunilha. Na boca mostrou estrutura e complexidade, com taninos macios, sabor de frutas vermelhas (amoras e ameixas) em explosão com toques de baunilha e chocolate.

Um vinho com muito potencial de guarda, considerado um dos melhores vinhos da Quinta da Bacalhôa, ganhou medalha de ouro na Wine Challenge de Londres em 2009. Vinho bem no estilo clássico Cabernet Sauvignon com muita fruta e especiaria. Harmonizados com Bacalhau à Gomes de Sá durante uma degustação de vinhos portugueses da Quinta da Bacalhoa.

20 de agosto de 2013

Borges, Vinho Verde Gatão

Esse vinho aberto quando a Heloísa fez uma salada de folhas verdes com um filé de salmão ao molho de alcaparras.

Muito fresco, esse vinho deixou bolhas em toda parede da taça. Sua cor é amarelo palha com reflexos esverdeados. O aroma de fruta cítrica maçã verde e um toque de limão foi discreto, na boca sua acidez fez com que a boca salivasse muito, abrindo caminho para o salmão e as alcaparras marcantes do prato.

Produzido com a combinação de uvas portuguesas Azal, Pedernã, Trajadura, Avesso e Loureiro tem esse nome devido a vila onde originalmente foram plantadas as primeiras safras desse vinho, sendo hoje denominado de DOC Vinho Verde. Hoje ele é produzido pela Vinícola Borges.

É um vinho de baixo custo, bom ser tomado acompanhado de peixes e frutos do mar. Vale a pedida e deve combinar muito bem no verão onde as temperaturas são mais elevadas e os pratos em teoria mais leves.

17 de agosto de 2013

Sogrape, Mateus Rosé

Sempre que via esse vinho nas prateleiras dos mercados ficava com um pé atrás, será que é uma boa compra?

Da mesma forma que um livro torna-se emblemático após ser fotografado na cabeceira da cama de alguma personalidade influente, esse vinho já foi fotografado mesa da Rainha Elisabete da Inglaterra, do líder cubano Fidel Castro, literalmente na boca do músico Jimi Hendrix, encontrado aos montes na adega do ex-líder Saddan Hussein e na letra da música Social Disease do cantor Elton John.

Essa dúvida permaneceu até experimentá-lo numa degustação de vinhos portugueses.

É, para aqueles que gostam de vinhos, um vinho ligeiro, mas extremamente agradável. Não tem pretensões de ser um vinho estruturado ou que brinca com a imaginação daqueles que estão tentando desvendar aromas e sabores, a preocupação desse vinho é se ele é agradável e ponto final.

Esse vinho português produzido pela Sogrape é um feito com as castas Baga, Rufete, Tinta Barroca e Touriga Francesa. É de cor rosa claro brilhante e translúcido, no nariz apresentou uma frágil fruta vermelha no fundo quase imperceptível. Na boca é jovem e fresco, uma leve efervescência e uma acidez bem marcante.

Foi degustado com uma entrada pra lá de exótica, salada de arroz negro, que no começo desconfiei, mas depois da primeira garfada até repeti.

Um parêntesis é o sabor do arroz negro, completamente diferente do sabor do arroz convencional, lembra muito pequenos grão de uma avelã ou castanha, extremamente saboroso. Essa degustação foi promovida pela marca La Pastina e contou com a presença da culinarista Cristina e o sommelier Sandor.

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15 de agosto de 2013

Quinta do Côtto, Paço de Teixeiró Branco, 2009

Esse é mais um vinho fabricado pela competente vinícola portuguesa Quinta do Côtto. Produzido com o corte das uvas autóctones Avesso (60%) e Loureiro (40%), é um vinho todo certinho. Este vinho tem o selo de Vinho Regional do Minho (ou vinho verde).

De cor amarelo palha com reflexos esverdeados é bastante límpido, no nariz exibe muito abacaxi e notas minerais. Na boca é bastante ácido sem ser deselegante, proporciona a sensação de alívio na sede com o frescor de fruta jovem.

É um vinho com um bom custo-benefício, pode ser tomado sozinho ou em companhia de um canapé, de algum fruto do mar ou mesmo de um sushi.

A Quinta do Côtto foi uma das primeiras vinícolas a adotar o fechamento da garrafa com screwcap (aquele roscado muito comum em azeites), o que em Portugal, terra da rolha, é quase um pecado.

Confesso que não sou fã de vinhos verdes, mas esse da Quinta do Côtto me surpreendeu e fiquei com vontade de combiná-lo com outros pratos.  Esse foi acompanhado de um risoto de salmão com queijo mascarpone e ficou pra lá de bom.

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11 de agosto de 2013

Quinta da Bacalhoa, Meia Pipa 2007

Este vinho é produzido pela Quinta da Bacalhoa, em Terras do Sado, região de DOC de Setubal em Portugal.

Vinho elaborado com todo o capricho e com os cortes das uvas Cabernet Sauvignon, Castelão e Syrah.


De cor vermelho rubi brilhante, untuoso, que deixou agradáveis lágrimas na taça. Seu aroma é de frutas vermelhas (groselha e amoras) com toques mentolados. Na boca os taninos são bastante equilibrados, deixando uma agradável secura com sabor de fruta madura e levemente apimentado.


O gosto de frutas vermelhas acompanhado com a pimenta característica da uva Cabernet Sauvignon é bastante agradável, o vinho é corpulento, seco e persistente na boca. Tem um bom custo-benefício e acompanhou muito bem o Bacalhau à Gomes de Sá.