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19 de novembro de 2013

La Vieil Homme, Bourgogne Passe-Tout-Grains 2009

Esse vinho é produzido pelas mãos de Laurent Dublanc na Borgonha. É um vinho produzido com as uvas Pinot Noir (70%) e Gamay (30%). É um vinho de denominação controlada Bourgogne Passe-Tout-Grain.

A AOC Passe-Tout-Grains ocupa praticamente toda área da Borgonha. Seus vinhos devem ser produzidos com mais que 30% de Pinot Noir, mais que 15% de Gamay e é ainda permitido um proporção de até 15% de outras uvas como a Chardonnay, Pinot Blanc ou Pinot Gris.

É um vinho de cor rubi brilhante com reflexos violáceos, deixou elegantes lágrimas na taça. No nariz revelou aromas de frutas vermelhas como a framboesa e morango quase em compota e notas florais discretas mas muito elegantes. Na boca apresenta taninos também discretos e uma leve acidez além das frutas vermelhas e um leva baunilha no final da taça.

É um vinho pra ser tomado jovem, coisa que eu não respeitei, mas apesar disso, o vinho não apresentava evidências desse envelhecimento.

É um vinho que atrai o paladar feminino mais do que o masculino pela presença de duas uvas que praticamente se complementam apresentando o fruta e flor no nariz e pouquíssimos taninos na boca.

Pratos sem muitos condimentos combinam com esse vinho, uma massa com molhos pouco condimentados ou até mesmo uma carne branca mais condimentada aceitam esse ótimo vinho.

13 de outubro de 2013

Comte de Monspey, Brouilly 2009

É um vinho produzido com as uvas Gamay pela Domaine Comte de Monspey, na região vinícola do Beaujolais na França. O Domaine Comte de Monspey vem produzindo vinhos desde 1632.

É um vinho de cor rubi intenso, quase instransponível a luz. Manchou a taça e produziu lágrimas em abundância. No nariz apresentou um frutado negro bastante discreto, a baunilha tostada e até de fumaça, característicos dos Beujolais, foram mais pronunciados. Depois de um certo tempo na taça, o aroma era de caramelo, mas sempre mantendo o tostado e as notas de fumaça. Na boca a baunilha é facilmente diferenciada, toques tostados e defumados estão sempre presentes. Seu taninos são jovens e requerem uma comida pra combinarem.

É um excelente vinho, aroma e sabor surpreendentes, combina com pratos mais delicados de peixes e de carnes.

A uva Gamay é uma variedade de uva tinta originária das regiões produtoras de Beaujolais e do Vale do Loire, na França. Seu nome completo é Gamay Noir à Jus Blanc (gaamay negra do suco branco). É cultivada há muito tempo, com registros de plantações no século XV, suas videiras produzem em abundância. É conhecida por produzir vinhos distintos, dependendo do solo.

Acredita-se que a uva Gamay é originária da vila de Gamay, na região da Borgonha. A uva auxiliou os produtores da região a se reerguerem após o devastador declínio na produção de vinhos durante a Peste Negra. Em contraste à Pinot Noir, que já era fortemente cultivada naqueles anos, a Gamay amadurecia cerca de duas semanas antes, além de ser mais fácil de ser cultivada, produz um vinho forte e frutado.

A Gamay é uma videira muito resistente, que não costuma se dar bem em solos muito alcalinos. Esse tipo de solo provoca um estresse hídrico importante sobre as videiras durante o período de crescimento da mesma, resultando numa elevação no nível de acidez das uvas. A acidez é suavizada usando a técnica de maceração carbônica, um processo que permite à uva ganhar sabores de amora, morango, além de notas florais.

Os vinhos da Gamay costumam ser leves e frutados, eles são feitos para servem consumidos depois de um razoável envelhecimento. Na região do Beaujolai, os vinhos têm sabores apimentados e de frutos secos. Todo vinho Gamay irá apresentar pouco tanino e níveis alcoólicos razoavelmente altos, tornando-o um vinho que combina bem com peixes como salmão grelhado, e pode ser um contraste excelente a pratos oleosos ou muito salgados. Diferente de outros vinhos tintos franceses, os vinhos Gamay não têm aromas de amora, quando envelhecido em barris de carvalho, costuma adquirir aromas de baunilha, carvalho e fumaça.

Além de se comportar muito bem nos solos de Beaujolais, a Gamay é extensivamente cultivado no Vale do Loire, onde é, geralmente, misturado às uvas Cabernet Franc e Côt, um clone local da Malbec. A Gamay também é muito cultivada no Canadá e na Austrália. Um dos motivos da Gamay não ser mais cultivada em outras regiões, é que ela necessita de um solo granítico.