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10 de outubro de 2013

Moet & Chandon, Saran, Blanc de Blancs

Acho que esse foi um dos meus maiores luxos em termos de vinhos e champanhes que já provei, presente dos amigos de Indaiatuba, SP. Bom gosto, cortesia e simpatia de sempre!

Para muitos é a Ferrari das champagnes, a Saran Blanc de Blancs é produzida somente com a uva Chardonnay nas adegas da Moet & Chandon e tem apelação de origem controlada (AOC) da Cônteaux Champenois.

Champanhe de cor amarelo ouro, brilhante e com perlage fina e persistente. Extremamente aromático com predominância de ervas frescas e tabaco acentuado. Toques amanteigados estão presentes durante todo o tempo. O sabor é fresco e marcante, frutas, flores, especiarias, tabaco. É um show. A persistência de sabor na boca é supreendente.

A rolha é presa a garrafa por um metal como de algumas garrafas de cerveja irlandesas. O papel metálico que cobre o conjunto rolha-gargalo é extremamente fino e com o envelhecimento da garrafa torna-se praticamente um pó metálico no momento da abertura da garrafa. É realmente uma champagne especial.

Foi aberta numa sexta-feira 13, pra dar sorte e atrair outras garrafas desse naipe. Degustado com uma pizza do Bráz, metade Fosca (presunto defumado, catupiri e mussarela) e metade Provençal (rodelas interpostas de tomate, berinjela e abobrinha marinadas em alho e azeite de oliva, sobre mussarela especial, perfumada com tomilho fresco).

8 de outubro de 2013

Rincón del Sol, Chardonnay e Torrontes 2010

Este vinho é produzido pela Bodega Santa Ana, na região de Lujan de Cuyo, em Mendoza, na Argentina. É um vinho simples, de preço honesto. 

Fabricado com as uvas Chardonnay e Torrontes tem cor amarelo palha com reflexos esverdeados, no nariz fez lembrar fruta cítrica e um buquê de flores do campo recém colhidas. Na boca é bastante fresco e de boa acidez, fez a boca salivar, mas deixou uma pontinha de álcool a mais no final.

Essa garrafa foi degustada com um filé de salmão ao molho de alcaparras e risoto de arroz branco preparado pela Heloísa e combinou bem certinho, ótima dica de acompanhamento.

É um vinho que desce fácil, saboroso e combina muito com o verão. É aquele tipo de vinho pra se manter geladinho esperando uma ocasião pra ser aberto.

28 de setembro de 2013

Mionetto Sérgio MO, Prosecco

A Mionetto está localizada na região do Veneto italiano (famosa pelas uvas Prosecco e pela cidade de Veneza) desde 1887.  Sergio Mionetto é o responsável pela produção dos espumantes da vinícola e tem na linha Sérgio Mo sua expressão máxima.

A garrafa é pesadíssima fabricada com uma grossa camada de vidro extremamente negro, vem com um alto relevo MO.

Este espumante é um denominação de origem controlada (DOC) Prosecco di Valdobbiadene composto por 70% de uvas Prosecco e 30% do corte das uvas Verdiso, Bianchetta e Chardonnay.

Diferente do champagne, seu principal concorrente, o Prosecco é produzido com o método Charmat, onde a fermentação secundária ocorre em tanques de aço inox, tornando a produção muito menos cara.
De cor amarelo palha com reflexos esverdeados, produz muitas bolhas finas e persistentes até o finalzinho do espumante na taça. É um espumante de aroma floral e toques de anís bem marcantes. Na boca é soberbamente seco, levemente frutado com predominância da maçã verde e amanteigado, com uma acidez gostosa e final levemente amargo, característica da uva Prosecco.

É um espumante delicado que combina com pratos delicados de frutos do mar e peixes. Esse foi degustado sozinho e desceu muito fácil num dia bastante quente.

Prosecco é uma uva branca originária da região do Venetto, na Itália. Apenas dois lugares têm o direito à denominação de origem controlada do Prosecco, são as vilas de Valdobbiadene e Conegliano. Produz vinhos de aroma floral e sabor frutado como o melão e o pêssego, seu final é mais amargo porém elegante.

20 de setembro de 2013

Bueno Cuvée Prestige

É um espumante branco produzido com o corte das uvas Chardonnay (50%) e Pinot Noir (50%) de videiras plantadas no Vale dos Vinhedos pela vinícola Miolo especialmente para a Bueno Wine. É um espumante de denominação de origem (DO) do Vale dos Vinhedos.

É de cor amarelo palha com reflexos esverdeados. Bolhas finas e intensas por todo tempo que o espumante ficou na taça. No nariz tem um início extremamente floral, intenso e delicado que com o tempo vai diminuindo (poderia ficar por muito mais tempo, pois é extremamente agradável) e trazendo um aroma mineral. Na boca é fresco, com muito mineral e deixou no fim uma sensação de boca seca, querendo mais!

É um espumante ideal para dias quentes, pois é muito fresco e desce fácil. Pode ser tomado sozinho ou em companhia de frutas, castanhas, patês e até comida japonesa.

Esse foi degustado como ator principal, sem nenhum acompanhamento e se saiu muito bem. O espumante reflete toda a qualidade Miolo, sendo muitíssimo agradável em todos os aspectos.

14 de setembro de 2013

Veuve Devienne Brut

Esse é um espumante branco da região de Languedoc no sul da França, feito utilizando-se o método Charmat pela Caves de Wissembourg. É um espumante feito do corte das uvas Ugni Blanc, Chenin Blanc e Chardonnay.

É um espumante de cor amarelo palha com reflexos esverdeados, mantém um fino traço de bolhas que permaneceram na taça até o último gole.

Com um aroma floral gostoso e intenso,  notas cítricas como a maçã verde e abacaxi sobressaíram facilmente. Na boca tem uma acidez gostosa e equilibrada que deixa a boca úmida, com bolhas que formam um colchão em cima da língua. A sensação que fica é de fruta cítrica como a maçã e de pêssegos refrescantes recém colhidos do pé, com o adicional de um ótimo toque floral que acompanhou durante toda a taça.

É um espumante de um ótimo custo benefício, sendo encontrada nas casas do ramo desde 35 reais a garrafa. Essa foi tomada sozinha, muito gelada, mas combina com entradinhas, patês e antepastos.

13 de setembro de 2013

Yellow Tail, Chardonnay 2010

Esse australiano foi comprado na vontade de quem queria tomar o primeiro vinho australiano. Escolhi um Chardonnay pois tenho poucos vinhos brancos na adega.

É um vinho de cor amarelo quase dourado, com reflexos amarelo mais claros, é denso e translúcido. Com aromas de frutas cítricas (abacaxi) e um pouquinho de pêssego. Na boca é bastante ácido dando a sensação de que boca com bastante saliva. Lembrou muito o gosto do abacaxi e do pêssego, no final dava aquela sensação de pequenas pontadinhas na língua.

Como estava disposto a experimentar, comecei tomando junto com salmão grelhado com abobrinhas à provençal e combinou bem, reservei um pouco para sobremesa que teve figo em fruta e uma barrinha de chocolate meio amargo. Com o figo ele combinou, com a barrinha ficou a desejar, mas também era esperado.

É um vinho bastante simples, mas bem feito, valeu cada moedinha do investimento. Encontrei esse no Oba em Campinas por pouco menos de 30 reais.

7 de setembro de 2013

Salton, Evidence Brut

Esse espumante é preparado com 70% de uvas Chardonnay e 30% de uvas Pinot Noir pela vinícola Salton na Serra Gaúcha.

É um espumante de cor amarelo palha com reflexos esverdeados, muitas bolhas finas durante todo o tempo que o espumante ficou na taça. Os aromas desse espumante destacam as frutas cítricas, notas de maçã e flores além do tradicional aroma tostado. De sabor elegante e cremoso de frutas cítricas como maçã e pêssego, mostrou um discreto mel no finalzinho.

É uma prova de que o sul do país deveria investir mais na fabricação de espumantes que tem uma qualidade altíssima. Esse espumante é bastante fresco e elegante. Ideal para tomar acompanhado de algum queijo ou salada.

2 de setembro de 2013

Chandon, Délice

Pára tudo! Em plena segunda-feira e tomando espumante? Hoje pode, aniversário da Dona Helo, então pode! A delícia da vez, ou Délice, vem da Chandon Argentina. Considerada como o primeiro espumante a produzido na Argentina para ser tomado sozinho ou com gelo.

Produzido na região de Lujan de Cuyo, em Mendoza na Argentina, esse espumante é fabricado com cortes das uvas Chardonnay, Pinot Noir, Petit Manseng e Semillon colhido tardiamente. O espumante é de cor amarelo dourado, com muitas bolhas, finas e constantes até o final do líquido na taça. No nariz trouxe frutas cítricas (maçã verde e abacaxi) mesclados com uma discreta presença de menta. Na boca é bastante doce, mas não é enjoativo, de começo adocicado lembrando maçã verde e final mais ácido, lembrando abacaxi.

A proposta da Chandon é consumi-la sob 3 diferentes formas: 1) sozinha, como fiz; 2) com muito gelo, que possa diluir o açúcar do espumante; 3) com gelo e folhas de manjericão, deixando-o mais fresco. Infelizmente não sobrou muito para as opções 2 e 3. A promessa da Chandon "Feel Fresh, Feel Délice" é real e o espumante é bem feito.

30 de agosto de 2013

Veuve Clicquot, Yellow Label Brut


Esse champanhe francês é dominado pela uva Pinot Noir (50 a 55%), que dá estrutura e força, combinadas com o frescor e a finesse das uvas Chardonnay (15 a 20%) e Pinot Meunier (28 a 33%). É, sem dúvida, um dos champanhes mais famosos do mundo.

Produzido pela Maison Veuvet Clicquot Ponsardin na região de Reims (França), foi fundada em 1772 por Philippe Clicquot-Muiron, sua mulher Nicole-Barbe, que tornou-se viúva precocemente desempenhou um importante papel no estabelecimento do champanhe como bebida escolhida pela nobreza e pela rica burguesia europeia. Seu rosto austero estampa o cap da rolha, e seu rótulo amarelo alaranjado é facilmente reconhecido.

O champanhe é de cor amarelo dourando com bolhas finíssimas e persistentes, essa bolhas foram surgindo durante todo o tempo em que o líquido permaneceu na taça, como se a cada gole o champanhe estivesse acabado de ser aberto.

É um champagne criado a partir de um vinho poderoso e complexo de terroirs Premier Crus e Grand Crus, ele oferece uma rara persistência aromática, lembrando frutas cítricas como maçã e pera. Na boca abre um espetáculo de sabores: maçã, pera, baunilha. Elegante sem deixar de ser potente, é cremoso na boca.

Na indecisão sobre o que acompanhar e no medo de escolher algo que pudesse apagar o brilho desse champanhe, decidimos tomá-lo sozinho. Não me arrependo, pois é um champanhe que vale a cada gota.

Infelizmente não é um investimento barato, requer um certo desapego, mas que gosta desse tipo de vinho vai adorar. Esse foi comprado na França por um amigo, chegou por menos da metade do preço praticado nas lojas.

Don Laurindo, Espumante Brut

Esse espumante nacional é produzido com o corte das uvas Chardonnay e Riesling Itálica pela vinícola Don Laurindo na serra gaúcha. É fabricando utilizando o método tradicional (ou método Champenoise) onde a fermentação ocorre dentro da garrafa.

É um espumante de cor amarelo palha com reflexos esverdeados, muitas bolhas finas surgem na taça desde o primeiro momento e prolonga-se por todo o tempo em que a espumante ficou na taça. O aroma é bastante frutado (abacaxi, maçã verde) e menos seco do que eu esperava. Na boca a acidez não incomoda e tem um final bastante refrescante com sabor de frutas tropicais.

Experimentei esse espumante junto com uma torta de maçã e ficou muito bom. É um espumante de ótimo custo-benefício, bem feito e uma ótima sugestão para uma sexta-feira.

O método tradicional ou Champenoise, na minha modesta opinião,  gera espumantes de maior complexidade e elegância com a obtenção de bolhas finas e constantes. Este processo consiste em obter o gás carbônico numa segunda fermentação, ocorrida dentro da própria garrafa.  É uma produção artesanal em várias etapas e, conseqüentemente, caro.  Primeiro, são feitos os vinhos que servirão de base do espumante. Depois, o vinho base é colocado na garrafa e acrescido do licor com leveduras e açúcar que provocarão a segunda fermentação, que dura cerca de três meses.