Outro dia me pediram pra dizer qual o vinho mais diferente que havia experimentado, e logo me veio a cabeça esse fortificado grego que comprei aqui em Campinas em um grande supermercado.
É um vinho fortificado, bom pra tomar junto com um sobremesa, esse foi produzido com uma uva autóctone grega chamada Mavrodaphne.
Tem cor vermelho terracota, quase cor de telha, brilhante e translúcido. Rico em aromas de frutas cítricas, lembrou muito os doces de laranja quando são preparados e exalam aquele cheiro de laranja e açúcar queimado, e também tinha um amadeirado que lembrou muito o aroma do whisky. Na boca é bastante doce sem ser enjoativo e o gosto da fruta cítrica é bastante persistente.
Lembrou muito os vermuts que meu avô bebia de vez em quando, esse foi aberto para tomarmos junto com uma barra de chocolate.
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17 de agosto de 2013
8 de agosto de 2013
Tsantali, Halkidiki 2007
Pra quem vivia tomando vinho argentino era a hora de mudar, e que mudança. Esse vinho tem um nome difícil de pronunciar, quase um trava-língua. Repetido 3 vezes de maneira rápida e sucessiva é quase um teste.
É um vinho de cor vermelho terracota vivo, quase cor de telha. Aroma de frutas vermelhas frescas com maior presença do morango e alguma outra coisa que prontamente me lembrou das latas de figo abertas pela minha mãe quando chegava visita em casa. Na boca foi suave e de taninos maduros e calmos, uma característica da uva Limnio (uma uva autóctone muito antiga e várias vezes mencionadas por Aristóteles em seus escritos).
Foi comprado na curiosidade, pois essa é a minha primeira garrafa grega. Foi uma ótima surpresa, com custo-benefício muito bom. Harmonizado com cordeiro grelhado surpreendeu na comparação direta com um touriga nacional português. Degustado em Campinas com a Heloísa, Aparecida e os amigos Dalton e Lúcia.
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