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7 de outubro de 2013

Herdade de São Miguel, Touriga Franca 2010

Esse vinho é produzido pela Companhia Agricola Alexandre Relvas com 100% de uvas Touriga Franca ou Francesa como também é conhecida. É um vinho Regional Alentejano.

É um vinho de cor púrpura escuro, quase negro que marcou muito a taça com suas finíssimas lágrimas. No nariz mostrou fruta negra como a amora e um leve tostado denunciando que estagiou em carvalho francês por 9 meses. Bem no começo liberou um pouco de álcool, mas se dissipou rapidamente. Na boca repete o aroma, fruta negra e tostado com um final mais picante.

É um vinho muito bem feito, mas senti que faltou algo para justificar os quase 80 reais a garrafa.

Esse foi degustado direto da Enomatic, mas aposto que combina muito com pratos que levam cordeiro e especiarias.

Uva Touriga Francesa - É uma uva originária de Portugal e uma das mais cultivadas daquele país. É uma uva negra que da muita cor aos vinhos que são elaborados, tem aroma de flores e frutas negras. Produz vinhos mais encorpados e frutados.

25 de setembro de 2013

Dom José, Porto Tawny 2004


Esse vinho é fabricado pela Real Companhia Velha de Portugal com um corte de várias uvas locais portuguesas como Touriga Nacional, Touriga Francesa, Tinta Roriz e Tinto Cão. Tem denominação de origem controlada do Dão. Este vinho é conhecido como Vinho do Porto a partir da segunda metade do século XVII por ser exportada para todo o mundo a partir desta cidade.

Vinhos do Porto do tipo Tawny envelhecem de dois a três anos nos balseiros, passando depois para as pipas de 550 litros. Estas permitem um mais elevado contacto do vinho com a madeira e daí com o ar. Assim os Tawny respiram mais, oxidando e envelhecendo rapidamente. Devido à elevada oxidação os Tawny perdem a cor inicial dos vinhos tintos, ganhando tons mais claros como o âmbar, e sabores a frutos secos como as nozes ou as amêndoas. Com a idade os Tawny ganham ainda mais complexidade aromática, enriquecendo os aromas de frutos secos e adquirindo aromas de madeira, tostado, café, chocolate, mel, etc.

Vinho de cor âmbar escuro, quase terracota, brilhante e não translúcido. Aroma de frutas silvestres (amoras e framboesas) e madeira. A madeira deu ao vinho um sabor acentuado de caramelo e tabaco. Na boca é saboroso, mas não muito complexo, com frutas vermelhas (morangos e cerejas), um pouco de álcool mais do que o desejado, apesar de ser esperado isso num vinho fortificado, mas valeu a pena mesmo assim.

É ideal para acompanhar sobremesas como chocolate e bolos de inverno com nozes e mel. Degustado com uma barra de chocolate da Lindt deu um charme ao ótimo chocolate.

22 de setembro de 2013

Herdade da Pimenta, Grande Escolha 2010

Vinho produzido pela Casa Agrícola Alexandre Relvas (CAAR) na sua vinícola Herdade de São Miguel na região do Alentejo em Portugal. É um vinho produzido com as uvas Syrah, Touriga Francesa e Touriga Nacional.

Vinho de cor vermelho rubi, brilhante com reflexos violáceos, deixou lágrimas na taça, mas não chegou a tingi-la. No nariz muita fruta negra madura em compota e eucalipto depois de algum tempo na taça muita baunilha, especiaria e tostados. Na boca é de início frutado com ameixas e amoras, no final fica mais tostado mostrando o tempo de envelhecimento em barricas de carvalho.

É um vinho com um poder considerável de guarda. Recomendo com carne vermelha ou queijos bem curados.

17 de agosto de 2013

Sogrape, Mateus Rosé

Sempre que via esse vinho nas prateleiras dos mercados ficava com um pé atrás, será que é uma boa compra?

Da mesma forma que um livro torna-se emblemático após ser fotografado na cabeceira da cama de alguma personalidade influente, esse vinho já foi fotografado mesa da Rainha Elisabete da Inglaterra, do líder cubano Fidel Castro, literalmente na boca do músico Jimi Hendrix, encontrado aos montes na adega do ex-líder Saddan Hussein e na letra da música Social Disease do cantor Elton John.

Essa dúvida permaneceu até experimentá-lo numa degustação de vinhos portugueses.

É, para aqueles que gostam de vinhos, um vinho ligeiro, mas extremamente agradável. Não tem pretensões de ser um vinho estruturado ou que brinca com a imaginação daqueles que estão tentando desvendar aromas e sabores, a preocupação desse vinho é se ele é agradável e ponto final.

Esse vinho português produzido pela Sogrape é um feito com as castas Baga, Rufete, Tinta Barroca e Touriga Francesa. É de cor rosa claro brilhante e translúcido, no nariz apresentou uma frágil fruta vermelha no fundo quase imperceptível. Na boca é jovem e fresco, uma leve efervescência e uma acidez bem marcante.

Foi degustado com uma entrada pra lá de exótica, salada de arroz negro, que no começo desconfiei, mas depois da primeira garfada até repeti.

Um parêntesis é o sabor do arroz negro, completamente diferente do sabor do arroz convencional, lembra muito pequenos grão de uma avelã ou castanha, extremamente saboroso. Essa degustação foi promovida pela marca La Pastina e contou com a presença da culinarista Cristina e o sommelier Sandor.

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