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30 de novembro de 2013

Ramirana Gran Reserva Syrah 2009

Esse Syrah é produzido pela Viña Ventisquero do Chile, mais precisamente no Vale do Maipo.

É um vinho de coloração vermelho rubi intenso que deixou lágrimas na taça, no nariz trouxe frutas negras como amoras e toques de baunilha e tabaco tostados. Depois de algum tempo na taça apareceram notas de chocolate. Na boca tem uma boa acidez e taninos que marcam o vinho. O sabor de amoras e baunilha tostadas.

Esse vinho fica de 12 a 14 meses repousando em barricas de carvalho francês e americano, o que lhe dá as notas tostadas evidentes. É um vinho gastronômico que precisa de um acompanhamento suculento pra mostrar toda sua personalidade.

Esse foi tomado sozinho, mas acompanharia um churrasco perfeitamente.

5 de novembro de 2013

Viu Manent, Reserva Malbec 2011

Apesar do rótulo mencionar Malbec esse vinho é um corte das uvas Malbec (98%) e Cabernet Sauvignon (2%). É produzido pela vinícola chilena Viu Manent no Vale do Colchagua.

É um vinho de coloração vermelho rubi brilhante, deixou lágrimas discretas na taça. No nariz lembrou frutas vermelhas com pouca presença de ameixa e notas florais muito agradáveis. Não revelou a presença de tostados pronunciados. Parte deste vinho (20%) estagiou em carvalho americano de segundo e terceiro uso por 5 meses. Na boca mostrou uma acidez gostosa e frutas negras como a ameixa e amoras com leve presença de taninos.

É um vinho leve que pode ser tomado sozinho, bem diferente dos estruturados Malbecs argentinos. Mas também combina com uma massa de molho leve ou uma carne pouco condimentada.

24 de outubro de 2013

Escudo Rojo, Syrah 2010

Esse vinho chileno tem um produtor de garbo, Baron Philippe De Rothschild, famoso no velho mundo pelo Château Mouton Rothschild, que obviamente não precisa de muitas explicações. Aqui pelo continente sulamericano se instalou no Chile com vinhedos no Vale do Maipo.

É um vinho de cor vermelho rubi intenso e forte, deixou lágrimas na taça. No nariz é frutado com presença de amora madura, toques de especiarias, baunilha e café. A presença de álcool permaneceu mesmo depois de algum tempo aberto. Na boca é quase uma reprise do nariz, mas as especiarias estavam mais marcantes, e de novo um pouco a mais de álcool. Taninos controlados e acidez um pouquinho elevada dão um elegante final ao vinho.

Eu esperava um vinho do velho mundo, muito mais à patente Rothschild que esse vinho leva do que outra coisa, mas ele continua sendo um vinho jovem do novo mundo e ponto. Outro comentário é que o custo benefício desse vinho é discutível pelo menos aqui no Brasil, na Argentina e em freeshops esse vinho gira em torno de 25 reais (bem pagos por sinal), mas por aqui... deixa pra lá.

17 de outubro de 2013

La Joya, Reserva Sauvignon Blanc 2012

Um vinho de cor amarelo com reflexos esverdeados, no nariz mostrou frescor com maracujá e notas minerais. Na boca mais quente, reflexo de 13,5% de álcool e de uma acidez controlada e agradável, frutas cítricas no início e um final com especiarias tudo isso mineralizado.

Sua persistência na boca é longa e agradável. Tem cara de verão com uma pegada de inverno.

Esse foi degustado com comida japonesa, mas combinaria muito com um salmão grelhado ao molho de maracujá... Fiquei com essa vontade enquanto estamos tomando esse vinho.

É um vinho produzido pela Vinícola Bisquertt no vale do Colchagua chileno com uvas 100% Sauvignon Blanc. É justo no preço e no que traz na garrafa.

15 de outubro de 2013

Viu Manent, Reserva Sauvignon Blanc 2012

É um vinho produzido pela vinícola Viu Manent na região do Vale do Colchagua no Chile. É produzido com 100% de uvas Sauvignon Blanc.

Com cor amarelo palha e reflexos esverdeados é translúcido e límpido... chega a ser quase transparente na taça. No nariz trás aromas de frutas cítricas como a lima, um pouco de melão e notas de pimentão. Na boca tem uma acidez gostosa e sabor frutado cítrico com um final mineral.

É um vinho muito agradável e de ótimo custo benefício. Combina com peixes e frutos do mar, mas também vale a experiência de tomá-lo sozinho como fiz com esse.


5 de outubro de 2013

Casillero del Diablo, Sauvignon Blanc 2012

Não dá pra não agradece a existência da linha Casillero del Diablo, são vinhos honestos com um preço justo.  Salvam a pátria sem arrebentarem o teu bolso.

O vinho do almoço desse sábado é um Sauvignon Blanc, aromático e muito bom! Recomendo!

É um vinho de cor amarelo palhas com reflexos esverdeados, bastante untuoso. No nariz apresentou uma mineralidade bastante pronunciada, toques de frutas maduras como o pêssego e uma discreta grama verde molhada.

Na boca é fresco, rápido e saboroso, sua acidez combinou com o prato, frutas como o pêssego e minerais são facilmente identificados.

Hoje tomamos junto com o almoço especialmente preparado pela Helo, risoto de camarão e não tem como não dizer... Ficou bom demais, demos um susto na garrafa!!

23 de agosto de 2013

PKNT, Cabernet Sauvignon 2007

Marketing é tudo! Tenho uma certa queda por alimentos e bebidas que apelam no marketing, balinhas que prometem congelar a língua, bebidas que te dão asas, e agora, um vinho com uma baita pimenta no rótulo. Leitor, te juro, não iria comprar esse vinho se não fosse o apelo da pimenta no rótulo do vinho!

Ao tirar o laminado que cobre a rolha, a primeira surpresa, a rolha completamente vermelha - outra dose de marketing e não era só vermelha, tinha a mesma pimenta pintada em preto na rolha. Se era pra mexer com vontade, acertaram em cheio.

Esse vinho produzido com uvas Cabernet Sauvignon pela Vinícola Terraustral chilena, mais precisamente de vinhas do Vale Central. É um vinho de vermelho rubi intenso e brilhante. No nariz apresentou aromas de frutas vermelhas bem maduras (ameixas e amoras) com um toque charmoso de especiarias. Na boca teve um inicio discreto com toques frutados e bastante picante no final, bem característico das uvas Cabernet Sauvignon.

Faltou um pouco de expressão no início desse vinho e procurei pelas frutas sugeridas pelo produtor, mas infelizmente não encontrei. Achei a propaganda mais bem feita do que o produto que pelo que mostrou poderia ser um pouco mais barato.

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15 de agosto de 2013

Cono Sur, Bicicleta Pinot Noir 2008

É o vinho da minha uva preferida, praticamente perfeito. É de cor vermelho púrpura claro, quase translúcido, límpido. No nariz é frutado com abuso de cerejas, amoras e ameixas, tudo isso com um toque defumado pra lá de elegante. Tem gente que ainda observa morangos e algumas outras frutas negras que não conheço direito. Na boca, as frutas diminuem de intensidade a um discreto tostado de especiarias com taninos bastante discretos e suaves, típicos dessa uva.

O que me fascina na Pinot Noir, é que atrás da sua suavidade e elegância há uma uva, que dizem os produtores ser chata demais, difícil de produzir e extremamente sensível a qualquer intempérie.

Essa uva é produzida num terroir de noites frias e manhãs com aquela neblina típica do inverno, sua colheita como não poderia ser diferente, é manual. Além disso, esse chileno fica descansando 60% em barris de carvalho e 40% em aço durante 8 meses.

Esse vinho foi tomado junto com camarões no bafo, vindos da cidade do meu cunhado Andy, Balneário Camboriú.

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